sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Poemas

                         
  Silêncio negro

Silêncio. Palavra quase nunca questionada, até ser necessário seu uso;
Longe do amor do afeto e se distanciando da alegria a cada instante;
Coração dilacerado já não estanca o sangue, durante a madrugada o sangue jorra quente de dentro de um coração pulsante que ainda encontra um pequeno vestígio de forças para lutar;

Os olhos se fecham lentamente, entrando em contato com um mundo suprimido, silenciosamente na noite negra a adentrar sem receio;
O silêncio negro amarrota a alma originando tristeza explícita aos olhos.
Palavras já são ouvidas, mas não distinguidas E nem explicadas.
O tempo passa o mundo passa nada é bom o bastante para fazê-los descontinuar

Autor: Rodrigo da Silva Júnior

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Poemas


Isolamento
A lua presente lá na negra imensidão, do céu, da noite longa, harmonizada pela frustração da solidão;
Inquietante som, como marteladas na alma, é o batimento de um coração que pulsa dentro de um peito apertado;
Aflição é só o começo pra delinear tal sentimento, dor, angustia e desolação, são caracteres de uma noite na solida amargura;
Ao passar das horas a pulsação do coração parece amortecer, a cada instante parece enfraquecer e perder sua vitalidade, é quando ainda mais doloroso a saudade bate a porta, trazendo consigo um cesto abarrotado de lembranças, agonizando na solidão sai-se um grito dolente, que como um fiapo de voz na penumbra da noite, insiste em querer saber, Por que.
Autor: Rodrigo da s. Júnior

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Poemas

    Fragmentos de amor

Pedaços de corações, quebrados jogados ao chão como estilhaços de cristais partidos
Já é madrugada e eu aqui, está frio, estou só, está triste, choro em dó;
Lembro-me de outra ocasião, só lamentos, uma lágrima tende a cair no chão.
Vai ser a última lágrima, a última que se deleita em passear pela minha face.
À distância, o que apesar de não ser remédio pode curar a dor, dor de uma alma ferida.
O que é mortífero nem sempre se ataca pelo exterior, mas vem destruindo desde a alma passando pelo coração e saindo pelos olhos em forma de lágrimas.
Restos de um amor que vem se modificando, como o magma em contacto com água fria, vem se solidificando dentro de um ser, dentro de um coração tornando-o assim, rocha.
  Autor: Rodrigo da Silva Júnior